Dia das Mães - Conheça mais sobre Elis Regina, a ‘mãe da MPB’

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Dia das Mães – Conheça mais sobre Elis Regina, a ‘mãe da MPB’

Música Popular Brasileira. O nome do estilo marcante que atravessa gerações e gerações é comumente associado a grandes artistas. Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e outros nomes estão altamente conectados com essa corrente musical. Mas, sem sombra de dúvidas, um dos principais artistas da MPB é uma mulher e a grande difusora do estilo, considerada a mãe do movimento. Estamos falando de Elis Regina Carvalho Costa, mas pode chamar apenas de Elis Regina.

 

Elis Regina deixou uma marca incomparável na música brasileira, virando inclusive personagem de filme. ‘Elis’ foi lançado em 2016 e conta um pouco da potente história da artista que veio como um meteoro. Os efeitos que ela deixou são incalculáveis.

 

De Porto Alegre para o mundo

 

Nascida na capital gaúcha em 17 de março de 1945, Elis Regina logo estava envolvida com música. Com apenas 11 anos de idade, a Pimentinha (apelido dado por Vinícius de Moraes) já soltava sua voz em um programa de rádio de Porto Alegre. Rapidamente, o sucesso começou a flertar com a então garota, que com apenas 16 anos já lançou o seu LP.

 

Mas o MPB, seu filho, só surgiria mais tarde. Antes disso, Elis Regina já tinha se tornado contratada da Rádio Gaúcha com apenas 13 anos. A ida para o Rio de Janeiro foi questão de tempo – pouco tempo. Com uma agenda lotada de shows entre Rio e São Paulo no início da década de 60, fecha parceria para apresentar um programa junto com Jair Rodrigues em 64. O Fino da Bossa faz aparecer a música tida como a primeira da MPB, Arrastão.

Elis Regina não era mais uma promessa. Elis já era realidade, tocada por várias vezes nas rádios brasileiras. Agora detentora do maior cachê do show business do Brasil, era admirada e reverenciada. A imortalidade era questão de tempo.

 

A ascensão e a morte de uma estrela

 

O nome Elis Regina era um peso enorme nos anos 70 e, cada dia que passava, a cantora fazia jus a esse peso. Em 1974, lançou um disco em parceria com ninguém menos que Tom Jobim. Discos e shows saíam aos montes e o sucesso era algo adquirido com maestria. A ‘mãe da MPB’ era requerida por todos.

Elis sempre se posicionava fortemente contra a ditadura militar, sempre dando declarações fortes. Porém, diferente de alguns amigos, não era exilada ou presa em decorrência da sua popularidade. Elis Regina mexia até mesmo com o brio dos militares, que não podiam enfrentar seu poder.

 

Em 1982, ainda no auge, Elis morreu repentinamente, em uma overdose de cocaína misturada com álcool. Mas, ainda assim, a cantora permaneceu viva na música brasileira.

 

O legado de Elis Regina

O MPB nunca seria o mesmo se não fosse o dedo (e a voz) de Elis Regina. Todos os cantores que vieram após Elis se inspiraram em seu ritmo, voz e participação no palco. A cantora não era somente uma boa voz, ela também era uma boa intérprete das músicas que cantava. Maria Rita, sua filha, é uma das que utilizam dos métodos da mãe.

 

Hoje o estilo já renomado conta com vários filhos nobres. Todos, de certa forma, com um ‘quê’ de Elis Regina. A artista morre, mas seu legado é sempre eterno. No dia das mães, nada mais justo que uma homenagem a quem foi uma das principais responsáveis a um estilo extremamente marcante.
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